Bom... Parece que o assunto da hora dos independentes é o concurso promovido pelo MinC que vai premiar 10 desenvolvedores com a chance de produzir um demo jogável. Eu particularmente devo confessar que andei xeretando por aí, visitando blogs e fóruns e fiquei um pouco surpreso com a reação de parte do pessoal do movimento independente.
Cada um vê o prêmio por um ângulo, para alguns é pouco, para outros uma mão na roda e claro que cada um de nós deve saber onde o calo aperta. Mas, quantos de nós podemos afirmar que tem hoje R$70 mil de budget para desenvolver um demo?
Nosso grande diferencial “ao menos por enquanto” ainda continua sendo talento barato - tanto que a maioria do dev que opera aqui é Outsource - ou seja, a incrível capacidade brasileira de fazer o máximo com o mínimo. Se a indústria profissional está nesse pé, por que nós independentes poderíamos esperar condições diferentes?
Sei que é meio tarde para encorajar alguém a tentar (inscrições já se encerraram), mas que tinha diversas maneiras para driblar a maioria das preocupações que eu vejo o pessoal manifestando isso tinha. Era só uma questão de ser inventivo e saber um mínimo sobre direito autoral.
Uma das preocupações que eu mais ví foi o: “E se roubarem minha idéia?!”. Gente, você sabe como registrar um manuscrito na Biblioteca Nacional? Custa uns R$ 35,00 e você pode pegar a ficha de inscrição na Internet aqui ó: FBN. Aí, simplesmente você registra seus personagens, história do jogo ou o que quer que caracterize a sua IP. Se o fator UAU do seu jogo for mecânica – o que seria difícil considerando que a maioria dos jogos são variações de outros em termos de game play - aí já é um pouco mais caro patentear no INPI.
Mas, há também o lado positivo de mostrar sua idéia para outras pessoas - 1 chance em 1 milhão talvez, mas ainda realisticamente - esta exposição pode te conseguir um negócio futuro ou mesmo um contato. Quanto antes percebermos de que uma idéia, mesmo que maravilhosa não vale um centavo se só ficar trancada numa gaveta melhor.
A outra preocupação mais vista: “Tem que arrumar uma empresa de games para co-produzir”.
Bom, na seção de perguntas freqüentes a co-produtora não precisa ser necessariamente uma empresa de jogos (vide questão 18), mesmo porque, com esta crise acho difícil uma empresa / pequena / de games / brasileira poder tirar todas aquelas certidões necessárias. Ou seja, se você tiver uma empresa de Internet, Design ou Software como parceira, que esteja com as contas em dia, já pode estar participando. É só usar de algum bom senso, a padaria do seu vizinho ou açougue do seu tio não vão impressionar a mesa julgadora.
Também não ignore a possibilidade de falar com alguma empresa de jogos, mas se não conseguir um contrato favorável ou justo, tenha em mente que ninguém é obrigado a fechar negócio com ninguém. Os 70.000 vão ser empregados na empresa que você apontar, o que faz de você o controlador do destino inicial deste investimento, portanto seja profissional, controle a intransigencia e provavelmente pode estar começando um relacionamento de sucesso.
Boa sorte a todos os participantes!
9 de jul. de 2009
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